CRENÇAS DE FÉ

A morte não é o fim mais uma continuidade !!!!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Àşé Òrun: UM POUCO DE OLODUMARE (DEUS)

Àşé Òrun: UM POUCO DE OLODUMARE (DEUS): "COSMOLOGY Em nosso busca para compreender nosso relacionamento com o onipotente, nós devemos recordar três pontos importantes: 1. Criação: ..."

UM POUCO DE OLODUMARE (DEUS)

COSMOLOGY

Em nosso busca para compreender nosso relacionamento com o onipotente, nós devemos recordar três pontos importantes: 1. Criação: Todas as coisas neste universo foram criadas pelo Olodumare. 2. Ser Essencial: Olodumare é a fonte que é, quem põe seres em uma pessoa, sem que homem/mulher como uma pessoa não pode se transformar ser vivo, racional ou " inteligente " da pessoa. 3. Destino: Olodumare afixa o destino e os controles ele. Olodumare é sabido como o determinante e o controlador do destino. Nós estamos sob o controle e o navio do regulador do começo terminar. Antes que nós estejamos carregados, quando nós estamos carregados, toda com a vida, na morte e após a morte, nós estamos unicamente nas mãos da Divindade - o Olodumare supremos. OLORUN: O proprietário do céu OLODUMARE: O quem supremo da cabeça tem o completo de todas as coisas e remanesce imutável; permanente/constante. OLOFIN: Proprietário do palácio. OLOJOI ONI: Proprietário deste dia. ELEDA: Criador. ELEMI: O proprietário do espírito. OBA ORUN: Rei dos céus. ALEWEILSE: Quem fala e traz suas palavras ao cumprimento. SANU MI OLODUMARE: Tenha a mercê em mim, Olodumare. UM DUPE LOWO OLORUN: Nós agradecemos Olorun. Toda a mesma fonte que é. ORUN OLORUN: Este é toda abrangê-lo, aquele que tudo tem dentro. A fonte de ser e de existência interminável. O criador de todas as coisas. O generoso da vida. O alfa e Omega. Isso que estava no começo e não tem nenhuma extremidade. Todas as coisas vêm do poder. Além da compreensão. ELEDA: A energia incondicional pela matéria. A força radiante da fonte de todas as coisas. Todas as coisas dentro do poder de Olorun, o espírito residindo em - Odu. OLODUMARE: A energia manifestou-se na matéria. Isso que é visto como o material. Todas as coisas dentro de Olorun. ILE IMALES: Os seres espirituais que deram guias para que todos desenvolvam a existência por energias incondicionais de Olorun. 401 & 201. ORISA: Antepassados de Deusificado. Os espíritos que herdaram o mundo e eram reconhecidos por suas ações. Há três tipos: Orile, Idile e Inu. EGUN: Antepassados partidos. Aquele a quem tem veio e à esquerda o mundo. Estes devem continuar a elevar espiritual para transformar-se Orisa. AIYE OKUNRIN: OBINRIN: OMO: ORO: Espírito residindo de Olorun

ABIKU -NÃO É O MESMO QUE ABIASÉ!!!!

ABIKU- A-NOS ,BI-NASCER,KU-MORRER

No Orum, um mundo paralelo que nos redeia,onde vivem deuses e antepassados, palavra facilmente traduzida por ceu,mora um grupo de crinças chamado EGBE ORUM ABIKU - AS CRIANÇAS QUE NASCEM PARA MORRER,em um cuto espaço de tempo, gerando grande sofrimento para suas familias,As meninas são chefiadas por IYAJANJASA ( a mãe se bate e corre ) e os meninos por OLOIKO ( chefe do grupo )
.A permanencia dos ABIKU ou EMERE na terra e condicionada a um pacto que fazem na vida do ORUN para o AIYE ( terra ) com ONIBODE ORUN , o porteiro do ceu
.Este pacto e cumprido rigorosamente pelos ABIKU, e uma criança cujo acordo for não nascer,realmente não nascera ;outra que combine voltar quando romper o segundo dente;tera uma morte subita,por acidente ou doença,horas ou dias apos o aparecimento deste dente.

VARIOS ITANS (HISTORIAS DE IFA ) NOS RELATAM APARECIMENTO DE ABIKU

CITAMOS DOIS;

IWORI-WOSA
O dia que uma criança der aviso que vai se suicidar
Não se pode permitir que sua intenção se comcretize
Ifa foi consultado para MATANMI
Que estava vindo do ceu para a terra
Ele foi avisado que deveria fazer sacrificio
O que devemos sacrificar para não sermos enganados pela morte?carneiro
O que devemos sacrificar para não sermos enganados pela doença? carneiro

EJIOGBE

O olho da agulha não goteja pus
No banheiro não se põe uma canoa a navegar
Ifa foi consultado para ORUNMILA
Quando ele fazia pacto com EMERE ( ABIKU)
Um pacto fora feito com EMERE
Ele não iria morrer logo na flor da idade
O caso de EMERE ( ABIKU) agora fica resolvido com ifa

terça-feira, 22 de março de 2011

domingo, 20 de março de 2011

SIGNIFICADO DE ORÍ
     
Por seu grau de importância, nas  esculturas africanas, a cabeça
é desproporcionalmente maior que seu corpo
Orí, cabeça física, é a parte essencial do corpo humano, quando Nos referimos a funções vitais, é encarregado ainda de sediar a  percepção – através dos cinco sentidos além da razão e emoção. É  o receptáculo e difusor das idéias, opiniões, emoções e sofrimentos do indivíduo.
Relativo ao culto, já percebe que também é à parte primor –dial na concepção de destino – sorte  e infortúnio, e é onde    a personalidade encontra-se acolhida.
Uma das formas de demonstração de reconhecimento de sua Importância, é o seu culto, que se faz através de orações matinais e oferendas regulares.
Toda força que uma pessoa tem está na cabeça. Espiritualmente ela é dividida e ORÍ ODE – cabeça física e ORÍ INÚ – cabeça interior.  A primeira, possui atributos relativos a sabedoria medicinal e a parte de Orí  que se presta aos rituais de iniciação, a segunda tem como fi-nalidade absorver a sabedoria divina- ligada a Ifá – e  é a essência da personalidade.
Orí tem atribuiçãoes genéricas, mas cada um possui a sua individualidade.  Olóri rere – cabeça boa que recebeu Orí bom e
Olorí buruku – cabeça fraca cujo destino pode ser sinuoso. Vale ressaltar que nenhum Orí é essencialmente mau, o destino é fator que pode afetá-lo.
Criado por ÀJÀLÀ, Orí Inú  é  a essência espiritual, é imortal e controla Orí  ODE . É o Orí Inú que determina as condições de Orí Ode, que muitas vezes podem ser contrárias às do Òrisà .
Orí inú e Orí ode detém fatores contraditórios em sua natureza e o objetivo do culto de Orí, em especial, o Bori, é preservar o equilíbrio.  O bom Orí é o fator determinante da vida do homem sobre a terra.




 XANGÔ

LIVRO : Mitologia dos Orixás
AUTOR : Reginaldo Prandi – Pág.: 263
ESTADO : Original


XANGÔ DÁ A OBALUAYÊ OS CÃES DE OGUM


Xangô era uma homem muito popular.

Um dia, na praça, um leproso de nome Obaluayê o procurou.

“Por que não falas comigo ?” , perguntou o pestilento.

Xangô respondeu-lhe que seu pai Obatalá lhe havia dito que naquela terra ele tinha um irmão de sangue e um irmão adotivo.
E era só com eles que ele queria conversar.

Disse-lhe Obaluayê ser ele o seu irmão por adoção e que o outro homem ali presente era seu irmão inteiro.

Esse outro era Ogum, que andava sempre acompanhado de muitos cães.

Xangô disse a Obaluayê que aquela terra não lhe pertencia, que seguisse para terras distantes, onde encontraria melhor sorte.

Obaluayê retrucou da dificuldade em seguir caminho naquelas condições de doença em que se encontrava.

Xangô tomou então dois cães de Ogum e os deu a Obaluayê, para que lhe servissem de guias e guardiões.

Mas Ogum não gostou de perder os cães e atacou Xangô.

Iniciou-se um conflito de grandes proporções entre os dois.

Desde então, Xangô e Ogum, apesar de irmãos, tornaram-se eternos e irreconciliáveis antagonistas.

Desde então chamam Ogum de Ogunjá, que na língua da terá quer dizer Ogum dos Cães.



O MITO DA MÃE DA TERRRA

Mito de Onilé

Onilé era a filha mais recatada e discreta de Olodumare.
Vivia trancada em casa do pai e quase ninguém a via.
Quase nem se sabia de sua existência.
Quando os orixás seus irmãos se reuniam no palácio do grande pai
para as grandes audiências em que Olodumare comunicava suas decisões,
Onilé fazia um buraco no chão e se escondia,
pois sabia que as reuniões sempre terminavam em festa,
com muita música e dança ao ritmo dos atabaques.
Onilé não se sentia bem no meio dos outros.
 
Um dia o grande deus mandou os seus arautos avisarem:
haveria uma grande reunião no palácio
e os orixás deviam comparecer ricamente vestidos,
pois ele iria distribuir entre os filhos as riquezas do mundo
e depois haveria muita comida, música e dança.
Por todos os lugares os mensageiros gritaram essa ordem
e todos se prepararam com esmero para o grande acontecimento.
 
Quando chegou por fim o grande dia,
cada orixá dirigiu-se ao palácio na maior ostentação,
cada um mais belamente vestido que o outro,
pois este era o desejo de Olodumare.
Iemanjá chegou vestida com a espuma do mar,
os braços ornados de pulseiras de algas marinhas,
a cabeça cingida por um diadema de corais e pérolas,
o pescoço emoldurado por uma cascata de madrepérola.
Oxóssi escolheu uma túnica de ramos macios,
enfeitada de peles e plumas dos mais exóticos animais.
Ossaim vestiu-se com um manto de folhas perfumadas.
Ogum preferiu uma couraça de aço brilhante,
enfeitada com tenras folhas de palmeira.
Oxum escolheu cobrir-se de ouro,
trazendo nos cabelos as águas verdes dos rios.
As roupas de Oxumarê mostravam todas as cores,
trazendo nas mãos os pingos frescos da chuva.
Iansã escolheu para vestir-se um sibilante vento
e adornou os cabelos com raios que colheu da tempestade.
Xangô não fez por menos e cobriu-se com o trovão.
Oxalá trazia o corpo envolto em fibras alvíssimas de algodão
e a testa ostentando uma nobre pena vermelha de papagaio.
E assim por diante.
Não houve quem não usasse toda a criatividade
para apresentar-se ao grande pai com a roupa mais bonita.
Nunca se vira antes tanta ostentação, tanta beleza, tanto luxo.
Cada orixá que chegava ao palácio de Olodumare
provocava um clamor de admiração,
que se ouvia por todas as terras existentes.
Os orixás encantaram o mundo com suas vestes.
Menos Onilé.
Onilé não se preocupou em vestir-se bem.
Onilé não se interessou por nada.
Onilé não se mostrou para ninguém.
Onilé recolheu-se a uma funda cova que cavou no chão.
 
Quando todos os orixás haviam chegado,
Olodumare mandou que fossem acomodados confortavelmente,
sentados em esteiras dispostas ao redor do trono.
Ele disse então à assembléia que todos eram bem-vindos.
Que todos os filhos haviam cumprido seu desejo
e que estavam tão bonitos que ele não saberia
escolher entre eles qual seria o mais vistoso e belo.
Tinha todas as riquezas do mundo para dar a eles,
mas nem sabia como começar a distribuição.
Olorum refletiu por um bom tempo e disse
que seus próprios filhos tinham feito suas escolhas.
Ao escolherem o que achavam o melhor da natureza,
para com aquela riqueza se apresentar perante o pai,
eles mesmos já tinham feito a divisão do mundo.
Então Iemanjá ficava com o mar,
Oxum com o ouro e os rios.
A Oxóssi deu as matas e todos os seus bichos,
reservando as folhas para Ossaim.
Deu a Iansã o raio e a Xangô o trovão.
Fez Oxalá dono de tudo o que é branco e puro,
de tudo o que é o princípio, deu-lhe a criação do homem.
Destinou a Oxumarê o arco-íris e a chuva.
A Ogum deu o ferro e tudo o que se faz com ele,
inclusive a guerra.
E assim por diante.
Confirmou Exu no cargo de mensageiro dos deuses,
pois nenhum outro era capaz de se movimentar como ele.
Mas como Exu se cobrira todo com búzios para a reunião,
e como búzio era dinheiro, Olodumare também dava a ele
o patronato dos mercados e o governo das trocas.
 
Olodumare deu assim a cada orixá um pedaço do mundo,
uma parte da natureza, um governo particular.
Dividiu de acordo com o gosto de cada um.
E disse que a partir de então cada um seria o dono
e governador daquela parte da natureza.
Assim, sempre que um humano tivesse alguma necessidade
relacionada com uma daquelas partes da natureza,
deveria pagar uma prenda ao orixá que a possuísse.
Pagaria em oferendas de comida, bebida ou outra coisa
que fosse da predileção do orixá.
Os orixás, que tudo tinham ouvido em silêncio,
começaram a comemorar, cantando e dançando de júbilo.
Era grande o alarido na corte, a festa começava.
Mas Olorum  levantou-se e pediu silêncio,
pois a divisão do mundo ainda não estava concluída.
Disse que faltava ainda a mais importante das atribuições.
Que era preciso dar a um dos filhos o governo da Terra,
o mundo no qual os humanos viviam
e onde produziam as comidas, bebidas e tudo o mais
que deveriam ofertar aos orixás.
Disse que dava a Terra a quem se vestia da própria Terra.
Quem seria? perguntavam-se todos.
“Onilé”, respondeu Olodumare.
“Onilé?” todos se espantaram.
Como, se ela nem sequer viera à grande reunião?
Nenhum dos presentes a vira até então.
Nenhum sequer notara sua ausência.
“Pois Onilé está entre nós”, disse Olodumare,
e mandou que todos olhassem no fundo da cova,
onde se abrigava, vestida de terra, a discreta e recatada filha.
Ali estava Onilé, em sua roupa de terra.
Onilé, a que também foi chamada Ilé, o país, o planeta.
Olodumare disse que cada um que habitava a Terra
pagasse  tributo a Onilé,
pois ela era a mãe de todos, o abrigo, a casa.
A humanidade não sobreviveria sem Onilé.
Afinal, onde ficava cada uma das riquezas
que Olodumare partilhara com os filhos orixás?
“Tudo está na Terra”, disse Olodumare.
“O mar e os rios, o ferro e o ouro,
os animais e as plantas, tudo”, continuou.
“Até mesmo o ar e o vento, a chuva e o arco-íris,
tudo existe porque a Terra existe,
assim como as coisas criadas para controlar os homens
e os outros seres vivos que habitam o planeta,
como a vida, a saúde, a doença e mesmo a morte.”
Pois então, que cada um pagasse tributo a Onilé,
foi a sentença final de Olodumare.
Onilé, orixá da Terra, receberia mais presentes que os outros,
pois deveria ter oferendas dos vivos e dos mortos,
pois na Terra também repousam os corpos dos que já não vivem.
Onilé, também chamada Aiê, a Terra, deveria ser propiciada sempre,
para que o mundo dos humanos nunca fosse destruído.
Todos os presentes aplaudiram as palavras de Olodumare.
Todos os orixás aclamaram Onilé.
Todos os humanos propiciaram a mãe Terra.
 
E então Olodumare retirou-se do mundo para sempre
e deixou o governo de tudo por conta de seus filhos orixás.